A Evolução do Perfil do Franqueado

Já foi o tempo que o “homem de negócio” bem-sucedido, comprava uma franquia para presentear a sua esposa ou seu filho que estava em dúvida do que fazer profissionalmente.

Outro perfil corriqueiro de franqueados, principalmente nos anos 90, eram casais aposentados, ex-executivos desligados de empresas ou ex-assalariados de cargos governamentais também desligados, muitos deles através de programas de demissões voluntárias que almejavam com a franquia uma renda complementar.

Em todos os casos citados acima, o envolvimento nos negócios era mínimo e o nível de conhecimento em business nem se fala.

Os franqueadores da época preocupavam-se tão somente, com o valor disponível pelo franqueado para investimento na franquia e por vezes com o ponto comercial adequado.

Assim, os resultados não poderiam ser diferentes, o que levou inúmeras operações a obterem insucesso no segmento.

Com a evolução e o amadurecimento do mercado de franquia, principalmente após a implantação da lei 8.955/94, que regulamentou o setor, percebe-se nitidamente a mudança de cultura e posicionamento tanto dos franqueadores na escolha de seus franqueados, tanto dos franqueados ao decidirem por ingressar no ramo da franquia.

O franqueado atual é mais qualificado e age muito mais com a razão do que com a emoção.

Ele busca informação e aprendizado através de revistas especializadas, livros, mídias sociais, cursos e palestras voltadas para o setor; tem visão a longo prazo, sabe seus direitos e deveres, preocupa-se com o treinamento constante e permanente de sua equipe e acima de tudo, possui um conhecimento gerencial mais focado no estratégico da empresa.

Hoje, o franqueado vem com o conhecimento adquirido sobre o negócio que vai empreender, conversa com outros franqueados da rede e tira sua conclusão; não é mais aventureiro. Ele realmente conhece a teoria e a prática do sistema.

O novo franqueado tem literalmente o “pé no chão” e não se deixa iludir por promessas enganosas. Por fim, muitos franqueados consultam profissionais especializados para suportá-los nas tomadas de decisão.

Atualmente percebe-se que os jovens estão procurando cada vez mais empreender e o franchising é uma excelente forma de respaldar com menos risco estes empreendedores.

Como característica principal desse público jovem que pretende se tornar franqueado é o interesse em novas tecnologias e interação, o que desperta grande diferencial competitivo.

Além dos jovens, as mulheres estão assumindo posições e participações crescentes em todos os setores da economia e não poderia ser diferente com o franchising. Por serem mais disciplinadas e focadas, elas estão cada vez mais galgando espaços nas unidades franqueadas e nas gestões dos franqueadores.

No mercado atual está bem presente também o “franqueado profissional” quem tem como base de seu negócio, a gestão de unidades franqueadas de uma ou diversas marcas, formando um pool de franquias. Este “franqueado profissional” está em busca constante de aprimorar e aperfeiçoar a sua gestão, através da troca de experiência com os franqueadores das marcas, as quais ele é franqueado. Ele busca negócios que possuam alta rentabilidade e retorno financeiro entre 24 a 36 meses. Independente da questão financeira, é importante que a franquia lhe proporcione contínua capacitação profissional, reconhecimento do trabalho, valorização e satisfação pessoal.

Como conclusão é possível afirmar que a escolha do franqueado é uma das etapas mais importantes de todo o processo do franchising.

O franqueado representará a sua marca na unidade franqueada, adquirirá segredos da operação, terá conhecimento de produtos e todos os outros fatores que regem a relação.

Portanto, o franqueador há que se prevenir para aprovar um franqueado com um excelente perfil, caso tenha real interesse em tornar sua marca perene.

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